Read granta portugal 1 eu by Carlos Vaz Marques Daniel Blaufuks Saul Bellow Fernando Pessoa Hélia Correia Vera Tavares Simon Gray Ryszard Kapuściński Online

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Sob a égide temática «Eu», o primeiro número da edição portuguesa, publicado pela tinta-da-china, inclui cinco sonetos inéditos de Fernando Pessoa, apresentados pelos investigadores Jerónimo Pizarro e Carlos Pitella-Leite; um inédito de Hélia Correia; um texto de Saul Bellow repescado da congénere britânica e um portefólio fotográfico de Daniel Blaufuks....

Title : granta portugal 1 eu
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ISBN : 17910223
Format Type : Paperback
Number of Pages : 301 Pages
Status : Available For Download
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granta portugal 1 eu Reviews

  • Teresa Proença
    2018-11-06 23:50

    O primeiro número da revista Granta, cujo tema é a primeira pessoa do singular, engloba vários contos originais de autores nacionais e estrangeiros. Alguns textos são muito bonitos, outros nem por isso...Gostei, e muito, de apenas quatro. E, curiosamente, são todos de autores portugueses, aos quais, ultimamente, tenho dado pouca atenção. Uma falha a corrigir...Em Busca D'eus Desconhecidos, de Dulce Maria CardosoDuma forma cativante, a escritora faz uma análise do "EU" de cada um de nós e o que o faz desdobrar-se noutro(s)."Pertencemos aos nossos pensamentos. Para escaparmos do que somos temos de pensar de outra maneira. Mas não temos controlo em muito do que pensamos. Estamos condenados ao que somos capazes de pensar."À Medida Que Fomos Recuperando a Mãe, de Valério RomãoUm homem devastado pela morte da mulher, cujo desgosto o faz descurar os quatros filhos, pondo em causa a sobrevivência do núcleo familiar. A salvação (ou perdição?) surge através de um dos filhos, de uma forma singular. Um conto muito estranho e, de certa forma, incómodo.Jazz, Rosas e Andorinhas, de Afonso CruzUma pequena e bonita história sobre o amor e o poder da música.Ter Medo, de Valter Hugo MãeNunca li nada deste autor, nem sequer alguma vez me senti motivada a fazê-lo. Após a leitura deste conto mudei de ideias...Embora, estes quatros contos sejam dignos das cinco estrelas, os outros não; alguns nem consegui terminar de ler. Por isso as três estrelas.

  • Luís Paz da silva
    2018-10-18 16:54

    Nota prévia importante: assinei a revista, mesmo antes de ler o primeiro número. Mesmo que não prestasse para nada; e presta. Para quem gosta de ler, projectos desta natureza têm de ser patrocinados, suportados, acarinhados. Não por subsídios, mas por leitores. A literatura é para ser comprada, como as cebolas e a roupa interior, é um produto de primeira necessidade. E deve ser paga para que quem escreve e quem publica, possa escrever e publicar mais - e se possível, melhor. Por isso, já tenho Granta para 2 anos. Para além do suplemento do Público às sextas, pouco há (de credível) que informe sobre coisas novas que vão surgindo e, tão importante, ao que se vai. Por isso, uma revista com textos de autores novos (leia-se desconhecidos ou menos conhecidos, pelo menos para mim) está para a literatura, como a rádio (de autor) está para a música: dá a conhecer.Isto dito: gostei mesmo muito deste primeiro número, muito mesmo - com os textos do Simon Gray e do Ryszcard Kapuscinsky à cabeça, não conhecia nenhum dos dois. Fiquei um pouco decepcionado com o texto de Dulce Maria Cardoso, uma autora de que gosto. Fica-lhe mal escrever "à Lobo Antunes". Chega o original - que não aprecio.

  • Fábio
    2018-10-24 19:28

    A primeira revista Granta que li. Desconhecia por completo a existência de tal "revista" (para mim não é uma revista, é antes uma colectânea de histórias, um livro)! A ideia de se pedir a escritores para escreverem sobre um tema pré-definido, aquele que dá o título a cada número da revista, acrescenta desafios mas também permite comparar diferentes perspectivas e abordagens a esse mesmo tema. O Eu, centro da vida de cada um, início e fim de todas as histórias é o tema deste primeiro número. Destaco do texto de Dulce Maria Cardoso a reflexão sobre os sentimentos do Eu, a solidão e a companhia encontrada nos livros - "(...) uma boa parte da minha vida passou a acontecer nos mundos que os outros tinham inventado e que eu criava quando lia. Eu. Ao ler era eu quem criava (...) E tudo o que não vivi, li."De Saul Bellow, a derrota do Eu perante o mundo - "Quando um cão se está a afogar, todos lhe oferecem água."De Ricardo Dias Felner, as vozes incontroláveis que só o Eu ouve - "O problema é que o cérebro pode ser o lugar mais cheio de gente e de ruído. Não é fácil afastar gente do cérebro."De Jerónimo Pizarro e Carlos Pittela-Leite, a viagem sem fim que é a descoberta do Eu - "(...) enquanto nos perdemos dentro de nós mesmos, mas num perder-se que é também um achar-se."De Afonso Cruz, a incapacidade de ser-se Eu por inteiro - "O tempo tem passado (...) e eu continuo a ser metade de mim mesmo."De Rui Cardoso Martins, a determinação do Eu na busca eterna da felicidade - "(...) porque eu vou morrer cedo mas quero ser feliz até lá."De Orhan Pamuk, o desejo ingénuo do Eu - "Se ao menos o tempo parasse (...). Se ao menos eu tivesse uma vida completamente diferente noutro lugar."De Rachel Cusk, o conhecimento do Eu - "De vez em quando, um destes olhares cruzava-se com o meu e os nossos olhos encontravam-se por instantes. E eu compreendia que (...) não conseguia ver-me. (...) Não é que (...) não quisesse, ou que tentasse não me ver. É só porque lá dentro estava muito claro e cá fora muito escuro e, portanto, (...) não conseguia ver nada de nada."De Valter Hugo Mãe, a consciência sensata do Eu sobre a felicidade - " Só acredito na felicidade como epifania, só a felicidade muito de vez em quando respeita a desgraça que o mundo é e supõe."Finalmente, de Carlos Vaz Marques, destaco a ligação do Eu ao Eu do passado - "Talvez por isso guardamos religiosamente certos objectos do nosso passado, mesmo que raramente os revisitemos (...) por documentarem, pelo menos perante nós próprios, que já fomos outros."Tornei-me assinante da revista. Através da Granta, leio e conheço novos autores. Recomendo.

  • carpe librorum :)
    2018-11-12 16:37

    O meu texto preferido é o último, do Valter Hugo Mãe, exatamente por onde comecei a ler isto. O do Afonso Cruz também me chamou a atenção, já conhecia as personagens de outras paragens (A Boneca de Kokoschka), mas achei um bocado enfadonho. Gostei dos poemas do Pessoa, especialmente dos originais com a sua caligrafia. A surpresa: Diário de um fumador de Simon Grey - não estava nada à espera, muito bom! Há mais um ou outro que gostei, mas já foi há tanto tempo que não me lembro. Creio que um era da Maria Dulce Cardoso. Agora reparo que demorei quase um ano a terminar esta leitura... isso deve-se bastante ao facto de não ser um livro requisitável na biblioteca por ser considerado revista e por haver alguns textos que eu li apenas porque faziam parte da coleção, quase por obrigação. Sendo os textos que mais gostei foram os que me chamaram a atenção para ler esta "revista", não voltarei a ler os textos que não me cativarem nos restantes números.

  • Margarida
    2018-10-22 21:51

    No geral, gostei da maioria das histórias, 4 delas levam a pontuação máxima, 5*. Temos 14 autores, entre eles um fotógrafo e apenas 3 mulheres. não consegui ler até ao fim duas histórias, curiosamente de 2 mulheres, uma portuguesa e outra estrangeira (não é difícil chegar aos nomes, visto eu ter gostado muito da primeira história). Isto quer dizer o quê? que existe uma escrita feminina, mais complexa e densa? pois foi isso que achei dessas duas histórias, não me cativaram, li as primeiras páginas e estava desejosa de chegar ao fim. depressa folheei as páginas até encontrar um conto novo.pelo menos, das histórias com 5*, uma delas é da Dulce Maria e outra do Afonso, :)

  • João
    2018-10-27 17:40

    Gostei bastante de Dulce Maria Cardoso, Saul Bellow, Ricardo Felner, Kapuscisnky e Pamuk. Interessante (até certo ponto) os inéditos do Pessoa. Desilusão, a Hélia Correia, cujo texto parece forçado, escrito por encomenda. Grande surpresa, o Felner, não só pela inteligência com que aborda o tema "Eu", pela escrita fluente ou pela estrutura "diarística", mas sobretudo por ter conseguido ser tão português e tão atual. De um modo geral, o #1 cumpriu: nunca tinha lido Kap nem Pamuk e descobri o Felner.

  • Monica
    2018-10-27 19:33

    Quando o tempo que se arranja para pegar num livro é irregular e quase sempre breve, a Granta é perfeita. Ansiosamente à espera da próxima.

  • Ana
    2018-11-11 23:32

    Não li todos os contos desta revista/antologia (que me parece que, em si mesmos, não sabe bem o que é em termos de formato, mas isso não é o mais importante). Acabei por desfrutar os primeiros textos, até meio do livro, não tendo lido os últimos e maiores. Do que li gostei muito e achei que eram textos com bastante qualidade. Já o portefólio do Daniel Blaufuks não me cativou por aí além, embora entenda porque é tão afamado. Por outro lado as ilustrações da Vera Tavares são muito boas!Ficam agora as opiniões dos contos individuais:"Em Busca d'Eus Desconhecidos", Dulce Maria CardosoUm texto agradável, com um certo nível de profundidade e que o leitor consegue sentir, mas que não fica na memória por muito tempo. É algo que se lê bem, mas que não marca."À Medida que Fomos Recuperando a Mãe", Valério RomãoUm conto que me perturbou imenso pelo que ele implica e sugere. Muito perturbador mas ao mesmo tempo muito credível. Conta a história de uma família abalada pela perda da figura materna/feminina e cujos filhos têm de encontrar forma de recuperar o pai que se perde na tristeza. Muito emotivo e com um final que me arrepiou."Memórias do Filho de um Contrabandista", Saul BellowGostei muito da prosa do autor e das personagens (pessoais reais) a que ele deu vida no papel, contudo confesso que não gostei assim tato da forma como escolheu contar a história, ou encadear a sua lógica.Não me parece que isto seja falha do texto, mas sim ao facto de este não ser o texto completo, ou pelo menos não o parecer. Falta ... algo!"Intervencionados". Hélia CorreiaUma crítica, mais que outra coisa. De todos achei que foi um dos que menos "Eu" transmitia no texto. A autora manteve uma distância demasiado grande entre si, a história e as personagens, o que se notou no texto. Não que isso resulte num mau conto, mas não é tão marcante."Mar Negro", Ricardo Dias FelnerUm conto que mistura comida, uma busca pela "eu" e uma amálgama de pequenas coisas, como que ingredientes para o prato principal. Gostei do conceito e da execução mas confesso que não fiquei fã do final, pelo facto de vir completamente do nada, já que se relacionava com uma outra personagem que nunca apareceu na história em si e que apenas havia sido mencionada uma ou duas vezes, de forma muito supérflua. Daí que o final não tivesse um terço do impacto que poderia ter tido se a construção para a cena fosse outra.Dito isto, eu gostei bastante deste texto."Como se eu fluísse …", Fernando PessoaApesar de não conhecer bem a obra de Pessoa (eu sei, falha imperdoável!) a verdade é que gostei muito destes pequenos excertos dos seus textos. São bastante dispersos e falta-lhes unidade, mas são muito representativos do "eu" pessoa, por isso funcionam lindamente neste livro/revista. Os facsimiles também ajudaram a isso."Esboço para um Livro", Ryszard KapuscinskiUm relato que tenta ser emotivo mas que falha: Especialmente porque me pareceu o texto menos "eu" de todos. Era mais sobre os outros e especialmente sobre uma personagem que não me suscitou nenhum interesse. Talvez por ser um esboço, um excerto, uma amostra, lhe faltasse algo que o distinguisse.Não que não tivesse gostado do relato quase jornalístico mas esperava mais.

  • Victor
    2018-11-10 23:29

    Absolutamente imperdível. Textos maravilha. Até o Valter Hugo Mãe tem um excelente texto, quase apetece dizer-lhe: deixa de escrever as merdas romanceadas que vendes às massas, e dedica-te a um registo biográfico na primeira pessoa (como na Granta)! Fiquei 'cliente' da revista. Pena ter de esperar 6 meses pelo próximo número...

  • Alexandre Santos
    2018-11-16 21:42

    average

  • Miguel
    2018-11-07 16:32

    Um excelente primeiro número da edição portuguesa de uma das revistas literárias mais prestigiadas do mundo literário anglo-saxónico.

  • Filipa
    2018-10-31 22:37

    Um primeiro grande número, com Pessoa e seus poemas, bons contos, bons autores e boas fotografias. Venham mais.

  • Victor Hugo
    2018-10-31 22:30

    Posso afirmar que para primeira edição da Granta Portugual, não está nada mal. Nada mal mesmo! Na estreia andei cego e confesso que desprezei-a. No entanto, passado sensivelmente um ano, eis que o desejo de a ler cresceu dentro de mim e fiz tudo para ter a Granta Portugal #1: Eu.O "Eu" é, nesta edição, o ponto de partida para a escrita, para o texto e para o leitor - a inspiração desta edição. A maioria dos textos são muito bons, e dão um imenso prazer aos leitores. Claro que há destaques, e muito rapidamente destaco logo o primeiro texto, da Dulce Maria Cardoso, «Em busca d'eus desconhecidos»; «À medida que fomos recuperando a mãe», de Valério Romão; «Jazz, rosas e andorinhas», de Afonso Cruz, cuja narrativa é magnífica e surpreendeu-me muito; e «Rescaldo», de Rachel Cusk, que num estilo quase freudiano e psicanalítico nos apresenta uma história sobre as "manias" do feminismo e do machismo. Os restantes textos são bons, embora um ou outro não tenha tanto impacto, como os achados e exclusivos de Fernando Pessoa. Não me posso esquecer de mencionar o ensaio fotográfico, de Daniel Blaufuks, «Fragmentos de dias perdidos».Recomendo para todos os leitores e apreciadores de literatura, pois aqui só encontrarão lançamentos exclusivos.

  • Opheliac
    2018-11-12 20:35

    Após uma grande expectativa da minha parte, a desilusão não tardou em chegar: tirando uns três ou quatro contributos, realmente bons, os demais limitam-se a serem algo desinteressantes (a minha opinião), ou ao já habitual pretensiosismo na escrita, característico de alguns autores portugueses. É relativamente triste, tinha tanto potencial. Bom trabalho fotográfico, no entanto.

  • Ines
    2018-11-11 18:49

    Some of the short stories are excellent. Made me wish there was a "to be continued". However, others seem to be too transcendental to me. The text was so condensed at some point that it was simply hard to follow.

  • Betty Blue
    2018-10-19 20:40

    How to feel lost at home

  • Joana Ribeiro
    2018-11-08 18:46

    Os textos de Dulce Maria Cardoso e Rachel Cusk surpreenderam-me pela positiva. Tive, inclusive, oportunidade de expressar o meu agrado à autora portuguesa aquando da noite da literatura europeia.

  • SóniaTeixeira
    2018-11-04 19:51

    Um grande primeiro número. Afinal gosto da escrita do Valter Hugo Mãe. E viva o Saul Bellow e Orhan Pamuk. E acredito nos novos valores literários em Portugal :-)

  • Leonor
    2018-10-25 21:43

    Uns contos melhores do que outros. "Em busca D'Eus desconhecidos" de Dulce Maria Cardoso, é uma maravilha.

  • Nuno Guimarães
    2018-10-21 16:54

    O primeiro número da granta Portugal é uma grande notícia para todas as pessoas que gostam de ler. É uma óptima oportunidade para conhecer novos autores que nos foram passando ao lado. Já assinei!